SERVIÇOS DISPONIBILIZADOS EM MEDICINA OCUPACIONAL

ELETROCARDIOGRAMA (ECG)

O Eletrocardiograma (ECG) é um exame que analisa a variação das ondas elétricas emitidas pelas contrações do coração, captada através da utilização de eletrodos colocados sobre o peito do paciente, isto é, um exame que detecta possíveis anormalidades nas ondas cardíacas do examinado. Ele deve ser realizado por profissional habilitado, ou seja, médico, técnico de enfermagem, ou enfermeiro, conforme resoluções dos respectivos Conselhos Federais profissionais.

No exame de ECG, o paciente/trabalhador deita em uma maca, para que sejam fixados, com adesivos, os eletrodos cardíacos em sua região torácica, bem como são colocadas pás em seus punhos e tornozelos. Normalmente, usa-se um gel entre cada eletrodo e a pele para aumentar a condução elétrica. Tais eletrodos transmitirão informações para um equipamento específico (eletrocardiógrafo), que fará a leitura da atividade elétrica do coração. O resultado do exame é expresso em um traçado gráfico que deve ser avaliado por um Cardiologista.

Recomenda-se que ao realizar o ECG, o paciente não tenha feito nenhum esforço físico nos últimos 10 minutos, nem fumado nos 40 minutos que antecedem o exame. Em alguns casos, se o paciente tiver muito pelo no peito, será necessário raspá-los para que haja uma melhor fixação dos eletrodos. Apesar do ECG ser baseado em medições elétricas, o paciente não corre nenhum risco de levar um choque durante o exame.

Com o ECG, é possível a constatação de problemas como: arritmia cardíaca, isquemia cardíaca, doenças de válvulas cardíacas, pericardite, cardiomiopatia, e sequelas cardíacas de hipertensão arterial.

ELETROENCEFALOGRAMA (ECG)

O Eletroencefalograma (EEG) é um exame que analisa a atividade elétrica cerebral espontânea, captada através da utilização de eletrodos colocados sobre o couro cabeludo do paciente, isto é, um exame que detecta possíveis anormalidades nas ondas cerebrais do examinado. Ele deve ser realizado por profissional habilitado, ou seja, médico, técnico de enfermagem, ou enfermeiro, conforme resoluções dos respectivos Conselhos Federais profissionais.

No exame de EEG, o paciente/trabalhador deita em uma maca, para que sejam fixados os eletrodos em sua cabeça, onde serão feitas medições em um equipamento específico (eletroencefalógrafo). O resultado do exame é expresso em um traçado gráfico que deve ser avaliado por um neurologista.

Recomenda-se que ao realizar o EEG, o paciente esteja com a cabeça limpa, seca e sem gel para uma melhorar fixação dos eletrodos que farão a leitura da atividade elétrica cerebral. Também é interessante o paciente trazer uma toalha de rosto no dia do exame, pois é utilizada uma pasta condutora para a fixação dos eletrodos, que deixará o cabelo impregnado.

Com o EEG, é possível a constatação de problemas como: epilepsia, encefalites, síndromes demenciais, crises não epilépticas, e distúrbios metabólicos.

ESPIROMETRIA

A Espirometria é um exame que mede a velocidade e a quantidade de ar que o paciente coloca para dentro e para fora dos pulmões, isto é, um exame que detecta possíveis anormalidades pulmonares no examinado. Ele deve ser realizado por profissional habilitado, ou seja, médico, técnico de enfermagem, ou enfermeiro, conforme resoluções dos respectivos Conselhos Federais profissionais.

No exame de Espirometria, o trabalhador fica em pé, e respira pela boca em um tubo conectado a um equipamento específico (espirômetro), que registrará o volume e a velocidade do ar respirado. Como não se pode desperdiçar o ar que o paciente está respirando, uma presilha de borracha tapará o seu nariz, enquanto ele estiver realizando o exame. Um profissional habilitado (médico, enfermeiro, ou técnico de enfermagem) auxiliará na execução da Espirometria, instruindo o paciente a encher o peito de ar completamente, para depois assoprá-lo com o máximo de força e rapidez dentro do tubo. Esse profissional também deve registrar o sexo, estatura, peso, idade e raça do paciente no espirômetro, pois tais informações são importantes para uma perfeita interpretação da Espirometria O resultado do exame é expresso em um traçado gráfico que deve ser avaliado por um Médico.

Recomenda-se que, ao realizar a Espirometria, o paciente não tenha feito nenhum esforço físico nos últimos 5 minutos, nem fumado nas 2 horas que antecedem o exame. Caso o paciente esteja gripado/resfriado, recomenda-se que ele realize a Espirometria quando estiver sentindo-se melhor.

Com a Espirometria, é possível a constatação de problemas como: asma, bronquite, enfisema, fibrose cística, fibrose pulmonar, e doenças pulmonares obstrutivas crônicas.

EXAMES LABORATORIAIS

Exame Laboratorial é o conjunto de exames e testes realizados a pedido do médico, feito em laboratórios de análise clínica, visando um diagnóstico ou confirmação para uma doença. Ele deve ser realizado por profissional habilitado, ou seja, médico, biomédico, técnico de enfermagem, ou enfermeiro, conforme resoluções dos respectivos Conselhos Federais profissionais.

Existem muitos tipos de Exames Laboratoriais, sendo que a maioria deles é feito: na urina, nas fezes, ou no sangue do paciente. O processo do Exame Laboratorial começa com a informação ao paciente de qual ação ele deve seguir para fazer o exame (se deve estar em jejum, se pode fumar, se pode fazer exercício físico antes do exame, se pode tomar determinado medicamento, se pode estar menstruada, se pode fazer uso de bebida alcoólica antes do exame, etc.). Seguindo estas recomendações, o próximo passo é a coleta do material a ser analisado (urina, fezes, ou sangue). Por fim, o material coletado segue para análise em um laboratório regulado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que emitirá um laudo diagnóstico do exame.

Dependendo do risco ao qual o funcionário está exposto em seu ambiente de trabalho, o Médico Coordenador pedirá Exames Laboratoriais específicos. Atrelados à Medicina do Trabalho, entre os exames solicitados com maior freqüência, podem-se listar:

  1. No sangue: Hemograma Completo com Plaquetas, Glicemia, TGO, TGP, GGT, Chumbo, Coagulograma, Creatinina no Sangue, e Uréia;

  2. Nas Fezes: Protoparasitológico e Coprocultura;

  3. Na Urina: Urina I, Creatinina na Urina, Ácido Hipúrico, Ácido Metilhipúrico, e Toxicológicos.

Com os Exames Laboratoriais é possível a constatação de vários problemas: diabetes, disfunções renais, disfunções hepáticas, problemas de coagulação sanguínea, disfunções vasculares, presença de metais pesados no organismo, anemia, existência de vírus, bactérias, parasitas, vermes e micoses no corpo, etc.

Raio X

Exames de Raios X são exames que detectam emissões eletromagnéticas que são impressas em chapas fotográficas (radiografias). Nas últimas décadas foram acrescentados novos métodos de imagem, como a ultrassonografia, a densitometria, a ressonância magnética nuclear, a mamografia, a tomografia computadorizada, etc.

Na medicina, os Raios X são utilizados nas análises das condições dos órgãos internos, ossos, formações internas do corpo, tratamento de tumores, câncer, doenças ósseas, etc.

A realização do Exame de Raio X é bem simples. O paciente e a máquina que irá fazer o exame são posicionados de acordo com o local do corpo a ser examinado (costas, tórax, crânio, etc.). O técnico que realiza o procedimento dá orientações ao paciente sobre o que fazer antes, durante e depois do registro da imagem. Por vezes é necessário respirar fundo, prender a respiração ou manter uma determinada posição por alguns segundos, para o melhor registro da imagem. Os raios emitidos pela máquina não machucam. Eles passam através do corpo e “marcam” uma placa sensível, gerando a imagem do local desejado. O resultado da radiografia é dado sob a forma de laudo, emitido pelo médico radiologista, que descreverá as alterações encontradas.

Dependendo do local do exame, é necessário tirar a roupa e acessórios (brincos, piercings, relógio, colar, etc.) que possam bloquear a passagem dos raios X e interferir na precisão do exame.

O Raio X de Tórax é o exame radiológico mais comumente pedido pelo Médico do Trabalho. Todos os funcionários expostos a poeira, pó, névoa, câmaras frias, tintas e solventes em seu ambiente de trabalho (como acontece com: serralheiros, pintores, caldeireiros, jateadores, fracionadores de medicamentos, pedreiros, serventes, etc.) deverão realizar tal exame. A periodicidade do exame será estipulada pelo Médico Coordenador do PCMSO. Esse exame consiste em uma radiografia do tórax, usada para diagnosticar doenças que afetem o tórax, seu conteúdo e suas estruturas próximas. Com o Raio X de Tórax avaliam-se os pulmões, o tamanho e os contornos do coração, mediastino, pleura, diafragma e os ossos da caixa torácica (costelas, esterno e vértebras).

O Raio X da Coluna Vertebral também é um exame que pode ser pedido pelo Médico do Trabalho. Todos os funcionários que carregam peso deverão realizar tal exame (carregadores, pedreiros, serventes, etc.). A periodicidade do exame será estipulada pelo Médico Coordenador do PCMSO. Os Raios-X da coluna vertebral podem ser realizados para avaliar qualquer área da coluna vertebral (cervical, torácica, lombar, sacral, ou coccígea). O exame de Raio X da Coluna é usado para diagnosticar doenças que afetam a coluna vertebral, seu conteúdo e suas estruturas próximas. Os Raios X da Coluna Vertebral podem ser realizados para diagnosticar dor nas costas ou no pescoço, fraturas ou ossos quebrados, artrite, espondilolistese (o deslocamento ou deslizamento de uma vértebra sobre o que está abaixo dela), degeneração dos discos, os tumores, anormalidades no alinhamento da coluna vertebral, como cifose, ou escoliose, ou anomalias congênitas.

ACUIDADE VISUAL

Acuidade Visual é um exame que avalia a capacidade da visão de perceber a forma e o contorno dos objetos. No ambiente da Medicina do Trabalho, tal exame é fundamental porque consegue detectar se um trabalhador possui (ou não) déficit de visão que poderia causar riscos a ele mesmo, a outros trabalhadores e ao patrimônio da empresa. Este exame deve ser realizado por profissional da saúde habilitado.

A forma mais simples de diagnosticar um déficit de visão é a aferição da acuidade visual com a Escala de Sinais de Snellen. Este exame consiste em ler linhas de letras cujo tamanho vai diminuindo e as quais estão penduradas a uma distância padronizada da pessoa a ser testada. Cada linha na tabela diz respeito a uma graduação que representa a acuidade visual.

A acuidade é marcada com dois números (por exemplo, “20/40”). O primeiro número representa a distância de teste em pés entre o quadro e o paciente, e o segundo representa a fileira menor das letras que o olho do paciente pode ler. Por convenção, a visão é medida na distância de 20 pés (6 metros). Por isso na primeira parte da fração (numerador) temos o número 20. Nesse exemplo “20/40” seria porque as letras da fileira “40” são suficientemente grandes para que um olho normal veja na distância de 40 pés (12 metros).

A acuidade visual também pode ser medida por meio de equipamentos oftalmológicos, como o Ortho-Raiter.

Para a distinção de cores, geralmente se utilizam as pranchas de Ishihara, que têm desenhados números que se distinguem do restante por apresentarem cores diferentes (alguns trabalhadores como os das indústrias químicas, de laboratórios de análises, em geologia, escritórios de desenhos coloridos, indústrias têxteis, entre outros, devem ter uma perfeita distinção de cores).

Todos os funcionários da empresa empregadora devem realizar exame de acuidade visual no momento da admissão e dos exames periódicos.

Vale ressaltar que nem todas as perdas visuais apresentadas por um trabalhador foram adquiridas em seu ambiente de trabalho. Para que a empresa previna a saúde oftalmológica do trabalhador em seu ambiente de trabalho, ela deve seguir todas as recomendações constantes no PCMSO (realização da acuidade visual; utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs); etc) e no PPRA (exposição a produtos, materiais, etc que podem comprometer a visão do trabalhador; uso do EPI, etc).

AUDIOMETRIA

Audiometria é um exame de triagem que avalia a acuidade auditiva do trabalhador, isto é, um exame que detecta possíveis perdas auditivas de um funcionário. Ela deve ser realizada por profissional habilitado, ou seja, médico ou fonoaudiólogo, conforme resoluções dos respectivos Conselhos Federais profissionais.

Recomenda-se que a audiometria seja realizada após um repouso acústico de pelo menos 14 horas. No exame audiométrico, o paciente/trabalhador entra em uma cabine com isolamento acústico, onde serão feitos testes que medem a capacidade auditiva do examinado, através de um equipamento chamado audiômetro. O resultado do exame é expresso em um audiograma (gráfico que mostra as percepções do ouvido a sons variados) que será avaliado pelo profissional competente.

A empresa que contratar um serviço de audiometria deve exigir o certificado de calibração do audiômetro, pois, de acordo com a NR-7, tal equipamento deve ser regulado anualmente.

Para uma melhor compreensão da real condição auditiva do trabalhador, além da audiometria, no exame audiológico devem-se realizar: anamnese clínico-ocupacional; exame otológico; e outros exames audiológicos complementares solicitados a critério do médico.

De acordo com a NR-7, devem ser submetidos a exames audiométricos de referência e sequenciais, no mínimo, todos os trabalhadores que exerçam ou exercerão suas atividades em ambientes cujos níveis de pressão sonora ultrapassem os limites de tolerância estabelecidos nos anexos 1 e 2 da NR 15 da Portaria 3.214 do Ministério do Trabalho, independentemente do uso de protetor auditivo.

O exame audiométrico será realizado, no mínimo, no momento da admissão, no 6º (sexto) mês após a mesma, anualmente a partir de então, e na demissão. No momento da demissão, do mesmo modo como previsto para a avaliação clínica no item 7.4.3.5 da NR -7, poderá ser aceito o resultado de um exame audiométrico realizado até:

  1. 135 (cento e trinta e cinco) dias retroativos em relação à data do exame médico demissional de trabalhador de empresa classificada em grau de risco 1 ou 2;

  2. 90 (noventa) dias retroativos em relação à data do exame médico demissional de trabalhador de empresa classificada em grau de risco 3 ou 4.

Vale ressaltar que nem todas as perdas auditivas apresentadas por um trabalhador foram adquiridas em seu ambiente de trabalho (perdas causadas por doenças não ocupacionais, traumas acústicos, etc. também podem ocorrer). Para que a empresa previna a saúde auditiva do trabalhador em seu ambiente de trabalho, ela deve seguir todas as recomendações constantes no PCMSO (realização da audiometria; utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs); elaboração do Programa de Controle Auditivo (PCA), etc) e no PPRA (exposição a ruídos que podem comprometer a audição do trabalhador; vibração de máquinas/equipamentos; uso do EPI, etc).